Os dias aqui são bonitos 90% do tempo (sério, eu calculei...hehe). Utah não recebeu o apelido "Sunshine State" como a Florida, mas temos muito sol por estas partes. O engraçado é que os alunos que vêm aqui no verão não acreditam que neva no inverno, e os que vêm no inverno não acreditam que faz calor no verão. Ontem não fez o calor que faz nos dias de verão, mas fez um dia tão agradável que aproveitamos até o último raio de sol na rua. Fomos ao festival japonês, arrumamos o jardim, e terminamos o dia com jogos de tabuleiros no nosso pátio arrumado :)
Os tomates estão plantados, o manjericão e as pimentas se mudaram para a rua, e daqui a duas semanas compramos mais vegetais pra nossa horta. A árvore de damascos está carregada de frutinhas, então esperamos um verão produtivo (pro terror do Carlos que passou o verão de 2004 juntando damascos). Mas a verdade é que com um pouco de trabalho teremos vegetais e frutas fresquinhas durante o verão, e talvez eu goste tanto da idéia a ponto de convencer o Carlos a comprarmos um Aero Garden para usarmos durante o inverno. (design horrível, mas parece funcionar bem).
Sunday, April 29, 2007
Monday, April 16, 2007
So many trails, so little energy.
Quinta feira depois da minha aula (e de um cheesecake) nos dirigimos a nosso primeiro destino: Las Vegas. Confesso que Vegas não é minha cidade favorita, mas como estamos a somente 6 horas de distância, é um lugar que vale a pena visitar. Chegamos lá umas oito da noite, e depois de fazer o check-in no nosso hotel fomos caminhar pela famosa strip.
A strip é a avenida principal da parte turística de Vegas, onde ficam os cassinos mais famosos. Toda vez que caminho por lá lembro de um vizinho que tínhamos em Porto Alegre, que colocava várias estátuas de tudo que era contos de fadas no jardim na frente da casa dele. Essa é a minha definição de Vegas: um jardim gigante de uma pessoa com mal gosto. É divertido ver as reproduções das ruas de Nova Iorque e Paris, de castelos medievais, de pirâmides e esfinges. A idéia de Las Vegas também é interessante. "What happens in Vegas stays in Vegas" é um slogan usado pela própria cidade em propagandas de TV. E as pessoas vão pra lá com esse espírito. Caminhando nas ruas se vê pessoas bêbadas (trêbadas) com copos de margaritas de um metro e meio de altura (sério!) e mulheres flashing pras câmeras digitais. Again, not my favorite city. Mas eu gosto do Bellaggio, que não deixa de ser brega, mas tem um showzinho de águas e música muito bonito.

Bellagio
Sábado de manhã fomos pra Hoover Dam, represa que fica a uns 30 minutos de Las Vegas, na divisa de Nevada com Arizona.

Hoover Dam
E seguimos para o Grand Canyon. Lembro que o que mais me impressionou foi a floresta que tem em volta do Grand Canyon. Sempre pensei que o canyon era no meio do deserto, mas estava errada. Imagina as pessoas há muito tempo atrás (antes dos Estados Unidos serem Estados Unidos) querendo ir para o Norte, demorando dias, talvez semanas, para atravessar a floresta e de repente elas dão de cara com um buraco gigantesco. Coitadas. Mas hoje têm estradas que contornam o Grand Canyon (só tem que cuidar com os Elks que se assustam com o carro e correm desesperados) e vão para Page, cidade que passamos a noite.

Grand Canyon
Page é uma cidade bem simpática, minúscula e no meio do deserto no norte de Arizona, mas com hotéis baratos e bons. E ainda perto do Lake Powell e do Glen Canyon, duas outras atrações naturais.

Glen Canyon

Lake Powell
Cruzamos a fronteira voltando pra Utah, e fomos visitar o meu lugar favorito em toda a viagem: Zion National Park! Gosto do Zion mais que do Grand Canyon porque o acho muito mais interativo. Antes de chegar no Visitors Center, dirigimos por dentro de cânions e túneis que cortam montanhas.

Zion National Park
Estacionamos e pegamos o shuttle, que leva a todas as trilhas (são várias). O motorista vai dando informações sobre animais, características e história da região. É possível caminhar por trilhas de 5 minutos e de 5 horas, que te levam de rios nas partes mais baixas do cânion até as pedras mais altas. Tem um pouco de tudo para todo mundo, e um dos motoristas do shuttle era muito engraçado (é dele a autoria da frase "So many trails, so little energy").

Zion National Park
E depois de percorrer as trilhas mais fáceis, voltamos pra casa.
A strip é a avenida principal da parte turística de Vegas, onde ficam os cassinos mais famosos. Toda vez que caminho por lá lembro de um vizinho que tínhamos em Porto Alegre, que colocava várias estátuas de tudo que era contos de fadas no jardim na frente da casa dele. Essa é a minha definição de Vegas: um jardim gigante de uma pessoa com mal gosto. É divertido ver as reproduções das ruas de Nova Iorque e Paris, de castelos medievais, de pirâmides e esfinges. A idéia de Las Vegas também é interessante. "What happens in Vegas stays in Vegas" é um slogan usado pela própria cidade em propagandas de TV. E as pessoas vão pra lá com esse espírito. Caminhando nas ruas se vê pessoas bêbadas (trêbadas) com copos de margaritas de um metro e meio de altura (sério!) e mulheres flashing pras câmeras digitais. Again, not my favorite city. Mas eu gosto do Bellaggio, que não deixa de ser brega, mas tem um showzinho de águas e música muito bonito.

Bellagio
Sábado de manhã fomos pra Hoover Dam, represa que fica a uns 30 minutos de Las Vegas, na divisa de Nevada com Arizona.

Hoover Dam
E seguimos para o Grand Canyon. Lembro que o que mais me impressionou foi a floresta que tem em volta do Grand Canyon. Sempre pensei que o canyon era no meio do deserto, mas estava errada. Imagina as pessoas há muito tempo atrás (antes dos Estados Unidos serem Estados Unidos) querendo ir para o Norte, demorando dias, talvez semanas, para atravessar a floresta e de repente elas dão de cara com um buraco gigantesco. Coitadas. Mas hoje têm estradas que contornam o Grand Canyon (só tem que cuidar com os Elks que se assustam com o carro e correm desesperados) e vão para Page, cidade que passamos a noite.

Grand Canyon
Page é uma cidade bem simpática, minúscula e no meio do deserto no norte de Arizona, mas com hotéis baratos e bons. E ainda perto do Lake Powell e do Glen Canyon, duas outras atrações naturais.

Glen Canyon

Lake Powell
Cruzamos a fronteira voltando pra Utah, e fomos visitar o meu lugar favorito em toda a viagem: Zion National Park! Gosto do Zion mais que do Grand Canyon porque o acho muito mais interativo. Antes de chegar no Visitors Center, dirigimos por dentro de cânions e túneis que cortam montanhas.

Zion National Park
Estacionamos e pegamos o shuttle, que leva a todas as trilhas (são várias). O motorista vai dando informações sobre animais, características e história da região. É possível caminhar por trilhas de 5 minutos e de 5 horas, que te levam de rios nas partes mais baixas do cânion até as pedras mais altas. Tem um pouco de tudo para todo mundo, e um dos motoristas do shuttle era muito engraçado (é dele a autoria da frase "So many trails, so little energy").

Zion National Park
E depois de percorrer as trilhas mais fáceis, voltamos pra casa.
Sunday, April 15, 2007
Sexta-feira 13
Sexta foi meu aniversário, como muitos de vocês sabem. E como planejamos a viagem para Nevada e Arizona de quinta a sábado, as comemorações pro meu aniversário na escola foram na quinta. Ganhei cartões, dois cheesecakes (um foi comigo pra viagem), um desenho de mim com orelhas de coelhos na páscoa, e uma saia linda (do carlos). Muitas fotos estão nas cameras de alunos, tenho que copiá-las pro meu computador. Ainda não tive tempo de responder todos os emails que recebi, mas vou fazer isso assim que possível. Ai vão umas fotos de alguns dos meus presentes :D


Friday, April 06, 2007
Tuesday, April 03, 2007
Jesus Cries
Ser uma "teacher" aconteceu totalmente por acaso pra mim. Não foi planejado nem sonhado, mas sim oferecido a mim. Aceitei com o maior prazer e felicidade, principalmente pela pessoa que estava me oferecendo, que sempre foi pra mim uma referência pessoal e profissional. Aprendi muito ensinando, não só sobre a própria língua inglesa, mas também sobre as pessoas. E hoje não me vejo fazendo outra coisa profissionalmente.
Nestes mais de dois anos que estou trabalhando no Internexus aprendi a aceitar outras culturas como só diferentes, não estranhas. Antes de começar a ensinar inglês aqui, eu me considerava uma pessoa super aberta a novas culturas, mas a verdade é que eu não era tão open-minded assim, até porque nem conhecia culturas tão diferentes da minha. Adquiri a coragem de experimentar comidas estranhas; aprendi que pessoas podem ser amigas sem precisar abraçar o tempo todo; descobri que pessoas super educadas podem não ter os melhores modos à mesa (e isso não as torna pessoas más); vi que existem pessoas de todos os tipos de personalidade, independente de nacionalidade (pessoas chatas, legais, queridas, malas, etc); sei hoje que religião ou crenças não definem uma pessoa, mas sim o que ela faz para os outros em sua volta no dia-a-dia; aprendi que japoneses não são tão estudiosos como pensei, sul coreanos são mais parecidos com brasileiros do que eu imaginava, taiwaneses se vestem muito bem, chineses têm um conceito totalmente diferente de espaço pessoal, árabes são pessoas super educadas, mongóis tem uma língua muito diferente, e que é muito mais fácil pra nós, brasileiros, aprender inglês. Claro, isso tudo baseado nas pessoas que conheci, que têm dinheiro para estudar nos EUA (e querem vir para a "América"). Entendo que é uma amostra pequena, e não muito boa. Mas mesmo assim, a cada dia consigo pensar um pouco mais out of the box (mas ainda não estou fora da casinha, não se preocupem) por causa deles. Aqui vão uns exemplos de "revelações" ou "ah moments" na aula:
Depois de explicar o que couple significa:
Japanese student: That's why we call that lane the couple lane.
Me: What do you mean? Couple lane?
JP: That lane that you can only drive on if you have 2 people in the car.
(after a minute or two)
Me: Oh, you mean carpool lane.
JP: Yeah, couple lane
(I write on the board the word carpool)
JP: Ah!
Durante a época de natal:
Me: Do you have any questions?
Taiwanese Student: So...was Mary Jesus's wife?
(after 10 seconds thinking "Mary who?")
Me:Ah! No, she was Jesus's mother.
TS: His mother? But she was a virgin. Virgin Mary.
Me: Well, yeah. (then I tried to explain how Mary gave birth to Jesus, even though she was a virgin)
TS: So, his name is not Jesus Cries?
Me: No, It's Jesus Christ (I write his name on the board)
TS: Ah!
E o famoso "even" que na cabeça de não brasileiros não existe. Tente explicar even em inglês, sem traduções, no exemplo abaixo (descobri que conjuntos ajudam muito nessas situações - sempre digo que matemática tem mais em comum com inglês do que a maioria das pessoas acredita)
Even she was nice to me.
She was even nice to me.
She was nice even to me.
Nestes mais de dois anos que estou trabalhando no Internexus aprendi a aceitar outras culturas como só diferentes, não estranhas. Antes de começar a ensinar inglês aqui, eu me considerava uma pessoa super aberta a novas culturas, mas a verdade é que eu não era tão open-minded assim, até porque nem conhecia culturas tão diferentes da minha. Adquiri a coragem de experimentar comidas estranhas; aprendi que pessoas podem ser amigas sem precisar abraçar o tempo todo; descobri que pessoas super educadas podem não ter os melhores modos à mesa (e isso não as torna pessoas más); vi que existem pessoas de todos os tipos de personalidade, independente de nacionalidade (pessoas chatas, legais, queridas, malas, etc); sei hoje que religião ou crenças não definem uma pessoa, mas sim o que ela faz para os outros em sua volta no dia-a-dia; aprendi que japoneses não são tão estudiosos como pensei, sul coreanos são mais parecidos com brasileiros do que eu imaginava, taiwaneses se vestem muito bem, chineses têm um conceito totalmente diferente de espaço pessoal, árabes são pessoas super educadas, mongóis tem uma língua muito diferente, e que é muito mais fácil pra nós, brasileiros, aprender inglês. Claro, isso tudo baseado nas pessoas que conheci, que têm dinheiro para estudar nos EUA (e querem vir para a "América"). Entendo que é uma amostra pequena, e não muito boa. Mas mesmo assim, a cada dia consigo pensar um pouco mais out of the box (mas ainda não estou fora da casinha, não se preocupem) por causa deles. Aqui vão uns exemplos de "revelações" ou "ah moments" na aula:
Depois de explicar o que couple significa:
Japanese student: That's why we call that lane the couple lane.
Me: What do you mean? Couple lane?
JP: That lane that you can only drive on if you have 2 people in the car.
(after a minute or two)
Me: Oh, you mean carpool lane.
JP: Yeah, couple lane
(I write on the board the word carpool)
JP: Ah!
Durante a época de natal:
Me: Do you have any questions?
Taiwanese Student: So...was Mary Jesus's wife?
(after 10 seconds thinking "Mary who?")
Me:Ah! No, she was Jesus's mother.
TS: His mother? But she was a virgin. Virgin Mary.
Me: Well, yeah. (then I tried to explain how Mary gave birth to Jesus, even though she was a virgin)
TS: So, his name is not Jesus Cries?
Me: No, It's Jesus Christ (I write his name on the board)
TS: Ah!
E o famoso "even" que na cabeça de não brasileiros não existe. Tente explicar even em inglês, sem traduções, no exemplo abaixo (descobri que conjuntos ajudam muito nessas situações - sempre digo que matemática tem mais em comum com inglês do que a maioria das pessoas acredita)
Even she was nice to me.
She was even nice to me.
She was nice even to me.
Sunday, April 01, 2007
Subscribe to:
Posts (Atom)