Em resumo:
Quarta - 2 de Setembro: Dois containers de mudança são entregues no nosso apartamento em Salt Lake City
Quinta - 3 de Setembro: Terminamos de empacotar tudo, e colocar tudo nos containers.
Sexta - 4 de Setembro: Fizemos as últimas coisas necessárias antes de sairmos de Salt Lake City, jantamos com amigos.
Sábado - 5 de Setembro: Saímos de Salt Lake City as 8:15 da manhã depois de colocar tudo que íamos levar conosco dentro de nosso pequeno carro e de entregar as chaves do apartamento no escritório da gerente do prédio.
Sábado - 5 de Setembro (depois de 13.5 horas na estrada): Chegamos em Omaha, Nebraska. Passamos a noite em um hotel.
Domingo - 6 de Setembro: Saimos de Omaha e dirigimos até Mundelein, em Illinois (Perto de Chicago) onde a Mãe do Dave (Julie) mora. Passamos a noite lá.
Segunda - 7 de Setembro (Feriado, dia do trabalho): Passamos o dia e a noite na casa da Julie, descansando e curtindo o feriado.
Terça - 8 de Setembro: Dirigimos 7 horas até Pittsburgh, Pennsylvania. Passamos a noite num hotel bem no centro da cidade. Pennsylvania é um estado lindo, e Pittsburgh uma cidade interessante, que mistura prédios modernos, não tão modernos e super antigos.
Quarta - 9 de Setembro: Dirigimos 5 horas até Parsippany, New Jersey. Como é quarta de noite, janta é de graça (yay!). Ligamos/mandamos e-mail para pessoas que estavam anunciando apartamentos disponíveis perto da At&t (Morristown/Madiso).
Quinta - 10 de Setembro: Café da manhã de graça (Yay!). Dirigimos por Morristown e Madison, acabos decidindo por Madison, por ser uma cidade menor. Ficamos entre dois apartamentos de dois quartos: 1) Segundo andar num prédio residencial, com lavanderia no prédio, bem no preço que estavamos dispostos a pagar 2) Primeiro andar de uma casa que foi convertida em 4 apartamentos, com pomar e horta, sem lavanderia, BEM mais barato do que estavamos pensando em pagar. Escolhemos a opção 2, apesar de não ter marquina de lavar no prédio. Moramos sim perto da linha do trem, mas o trem é super silencioso. No geral, a rua é bem menos barulhenta que no prédio que morávamos no centro de Salt Lake City. Janta de graça no hotel de novo (yay!).
Sexta - 11 de Setembro:Café da manhã de graça (yay!). Assinamos o contrato de aluguel as 10 da manhã, já deixamos tudo que temos no carro no apartamento. Dorminos no apartamento.
Sábado - 12 de Setembro:Vamos no supermercado, na biblioteca pública (para usar a Internet de graça), e na Ikea em Elizabeth, perto de Newark
Domingo - 13 de Setembro: Pegamos o trem até Nova Iorque, almoçamos lá, e voltamos pra casa.
Segunda - 14 de Setembro:Carlos trabalha só de manhã. Os dois containers com todas as nossas coisas chegam no começo da tarde, Carlos volta pra casa pra me ajudar. Mudamos tudo para dentro do apartamento.
Terça - 15 de Setembro: Cara da empresa de cabo vem instalar TV e Internet.
E agora estou escrevendo este resumo :) Estou colocando fotos no picasaweb. E o novo post vai ser no meu novo blog.
"Skylands" é o nome que o departamento de turismo de NJ deu a esta área que estamos morando.
Fotos em http://picasaweb.google.com/adriana.picoral.
Tuesday, September 15, 2009
Friday, August 28, 2009
Conectado
Sou grata pela Internet, por poder me manter conectada com as pessoas mesmo longe. De repente não escrevo mais neste blog porque sei que as pessoas que me importam estão relativamente perto e por dentro do que acontece na minha vida em geral.
De repente é só preguiça mesmo.
Penso no que aconteceria se a Internet fosse elimidada do mundo. Se essa conexão contínua entre as pessoas desaparecesse. De repente não ia ser tão ruim assim. Sinceramente, tem gente que só falta escrever "estou no vaso, fazendo numero 2" no twitter, por exemplo. Será que é essencial que as outras pessoas do mundo tenham que saber que estou saindo de casa; entrando no onibus; saindo do onibus; tropeçando numa pedra; comendo; dormindo? Sério, só falta a parte do vaso sanitario. Mesmo. Eu sei que eu posso eliminar este tipo de pessoa que descreve cada momento da vida delas da minha lista de contato no twitter. Mas não é que me irrite, eu só acho interessante que uma pessoa possa achar que o resto do mundo quer mesmo saber estes detalhes da vida delas. Ou será que não existe mais nada de interessante para falar?
Não me entendam mal. Eu gosto do twitter. Gosto de saber se alguem leu um livro interessante, ou viu um filme ruim. Ou algo bizarro aconteceu com elas. Ou algo normal mas inesperado ocorreu. Pode ser algo simples, do tipo "agora tenho energia elétrica" que faz tu pensar "como assim?!? isso quer dizer que tu não tinha eletricidade antes? como tu sobreviveu?". Algo que cause reações.
Não estou dizendo que as pessoas tem que parar de usar o twitter como elas estão usando. Só queria entender o que se passa na cabeça delas, e o que aconteceria se isso fosse tirado delas. :) Meio macabro, mas acho que seria um experimento interessante.
Seguindo este pensamento, mas nem tanto, nossa idéia é documentar bem a nossa viagem para a costa leste. Mesmo quando não tem nada para dizer, só um monte de campo de milho para mostrar. Provavelmente vou fazer atualizações mais contínuas no facebook, já que parece ser o lugar com um número mais variados de amigos e conhecidos. Então esperem fotos e comentários no facebook começando semana que vem, dia 5 de setembro. Ou não. Porque eu já prometi fazer atualizações neste blog que nunca ocorreram. De repente desta vez eu cumpro a promessa.
De repente é só preguiça mesmo.
Penso no que aconteceria se a Internet fosse elimidada do mundo. Se essa conexão contínua entre as pessoas desaparecesse. De repente não ia ser tão ruim assim. Sinceramente, tem gente que só falta escrever "estou no vaso, fazendo numero 2" no twitter, por exemplo. Será que é essencial que as outras pessoas do mundo tenham que saber que estou saindo de casa; entrando no onibus; saindo do onibus; tropeçando numa pedra; comendo; dormindo? Sério, só falta a parte do vaso sanitario. Mesmo. Eu sei que eu posso eliminar este tipo de pessoa que descreve cada momento da vida delas da minha lista de contato no twitter. Mas não é que me irrite, eu só acho interessante que uma pessoa possa achar que o resto do mundo quer mesmo saber estes detalhes da vida delas. Ou será que não existe mais nada de interessante para falar?
Não me entendam mal. Eu gosto do twitter. Gosto de saber se alguem leu um livro interessante, ou viu um filme ruim. Ou algo bizarro aconteceu com elas. Ou algo normal mas inesperado ocorreu. Pode ser algo simples, do tipo "agora tenho energia elétrica" que faz tu pensar "como assim?!? isso quer dizer que tu não tinha eletricidade antes? como tu sobreviveu?". Algo que cause reações.
Não estou dizendo que as pessoas tem que parar de usar o twitter como elas estão usando. Só queria entender o que se passa na cabeça delas, e o que aconteceria se isso fosse tirado delas. :) Meio macabro, mas acho que seria um experimento interessante.
Seguindo este pensamento, mas nem tanto, nossa idéia é documentar bem a nossa viagem para a costa leste. Mesmo quando não tem nada para dizer, só um monte de campo de milho para mostrar. Provavelmente vou fazer atualizações mais contínuas no facebook, já que parece ser o lugar com um número mais variados de amigos e conhecidos. Então esperem fotos e comentários no facebook começando semana que vem, dia 5 de setembro. Ou não. Porque eu já prometi fazer atualizações neste blog que nunca ocorreram. De repente desta vez eu cumpro a promessa.
Friday, August 14, 2009
Wednesday, July 29, 2009
Pós-conceito
O estado de Amapá me deve uma amostra melhor de pessoas. Os 14 que passaram as 3 últimas semanas aqui não podem fazer justiça ao povo deste estado.
Não fiz muita coisa além de trabalho nestas tres semanas. As duas semanas anteriores a estas 3 também foram caóticas. Estou tentando sair do Internexus deixando tudo em ordem para os que me substituirem.
Mas no mais, sem notícias. O meu último grupo do programa de férias embarcou para a California na segunda passada. Último mesmo, pois daqui a 4 semanas estaremos cruzando o país para ir morar em New Jersey.
Ainda não caiu a ficha. É difícil acreditar que vamos nos mudar de fato, depois de 4 anos e 8 meses morando em Salt Lake City. Quando eu tiver colocado todas as caixas dentro do container de mudança eu acredito.
O futuro com certeza não está muito definido, visto que não temos lugar pra morar em New Jersey ainda, e outros detalhes precisa ser resolvidos. Nossa idéia é morar em Madison, Millburn ou New Providence. Morristown não seria terrível, e acho que Chatham é muito caro pra gente.
Eu não diria que nosso futuro é incerto, mas sei que nossa vida vai ser diferente. Para melhor, com certeza.
Não fiz muita coisa além de trabalho nestas tres semanas. As duas semanas anteriores a estas 3 também foram caóticas. Estou tentando sair do Internexus deixando tudo em ordem para os que me substituirem.
Mas no mais, sem notícias. O meu último grupo do programa de férias embarcou para a California na segunda passada. Último mesmo, pois daqui a 4 semanas estaremos cruzando o país para ir morar em New Jersey.
Ainda não caiu a ficha. É difícil acreditar que vamos nos mudar de fato, depois de 4 anos e 8 meses morando em Salt Lake City. Quando eu tiver colocado todas as caixas dentro do container de mudança eu acredito.
O futuro com certeza não está muito definido, visto que não temos lugar pra morar em New Jersey ainda, e outros detalhes precisa ser resolvidos. Nossa idéia é morar em Madison, Millburn ou New Providence. Morristown não seria terrível, e acho que Chatham é muito caro pra gente.
Eu não diria que nosso futuro é incerto, mas sei que nossa vida vai ser diferente. Para melhor, com certeza.
Tuesday, June 09, 2009
Coisas da vida moderna (1)
Aqui nos Estados Unidos é possível achar qualquer coisa para vender. QUALQUER coisa. Desde um cortador só para maçã, que tira as sementes e corta a fruta em fatias tudo ao mesmo tempo, até robos que esfregam o chão com água e sabão. Se eu fosse comprar todas essas porcarias, quer dizer, produtos, eu não ia me achar na cozinha. Cada tarefa precisaria de uma ferramenta diferente, o que deixa o processo de cozinhar um pouco complicado demais na minha opinião. Eu gosto de ferramentas que fazem várias coisas sem eu ter que me preocupar ou pensar muito. Só aperto um botão e era isso. E se a ferramenta for auto limpante, melhor ainda.
Gosto do processo criativo em geral, não dos detalhes de como aquilo é feito. O que é mais preguiça do que qualquer outra coisa. As vezes eu tenho todo um projeto de costura na mente, tiro medidas, planejo como montar algo. Eu corto o tecido, começo a costurar, e acaba minha paciência e eu acabo por não acabar o projeto.
Por todos estes motivos é que eu gosto da minha máquina de fazer pão. Neste exato momento estou fazendo bolo de banana. E a receita não poderia ser mais simples: colocar todos os ingredientes na maquina, e apertar dois botões, um para misturar tudo e outro para assar o bolo. Carlos acabou de me informar que faltam 25 minutos para o bolo ficar pronto.
Eu com certeza conseguiria viver sem minha máquina de fazer pão, mas a vida não seria tão divertida. Há vários outras ferramentas que eu uso no dia-a-dia, e vou escrever sobre uma por semana (para manter o blog vivo até coisas realmente interessantes começarem a acontecer).
Vou lá espiar meu bolo.
Gosto do processo criativo em geral, não dos detalhes de como aquilo é feito. O que é mais preguiça do que qualquer outra coisa. As vezes eu tenho todo um projeto de costura na mente, tiro medidas, planejo como montar algo. Eu corto o tecido, começo a costurar, e acaba minha paciência e eu acabo por não acabar o projeto.
Por todos estes motivos é que eu gosto da minha máquina de fazer pão. Neste exato momento estou fazendo bolo de banana. E a receita não poderia ser mais simples: colocar todos os ingredientes na maquina, e apertar dois botões, um para misturar tudo e outro para assar o bolo. Carlos acabou de me informar que faltam 25 minutos para o bolo ficar pronto.
Eu com certeza conseguiria viver sem minha máquina de fazer pão, mas a vida não seria tão divertida. Há vários outras ferramentas que eu uso no dia-a-dia, e vou escrever sobre uma por semana (para manter o blog vivo até coisas realmente interessantes começarem a acontecer).
Vou lá espiar meu bolo.
Tuesday, June 02, 2009
Apartment Hunting
Procurando lugar para morar.
Acho que vou mudar de blog também, de repente ir pro wordpress. Ah, e preciso de um novo titulo pro blog. The Garden State parece meio obvio demais, então estou aberta a sugestões.
Acho que vou mudar de blog também, de repente ir pro wordpress. Ah, e preciso de um novo titulo pro blog. The Garden State parece meio obvio demais, então estou aberta a sugestões.
Thursday, May 21, 2009
New Jersey
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1º de Setembro estamos por la. Vou sentir saudades de Salt Lake City, assim como sinto de Porto Alegre. Faz parte.
Thursday, April 23, 2009
Friday, April 17, 2009
28 é um numero perfeito.
Saindo de casa na manhã do dia 13 de Abril de 2009:
Eu: Agora eu tenho 28 anos.
Carlos: 28 é um número perfeito.
Eu: Perfeito pra que?
Carlos: Não, é matematicamente perfeito. A soma de todos os seus divisores é igual ao próprio número. 28 = 1+2+4+7+14
Eu: Ah :)
Espero que isso não signifique que eu tenha que ser perfeita o tempo todo agora, até o próximo dia 13 de Abril. Too much pressure! Mas adiciona a conversa acima à lista de motivos pelos quais casei com ele.
Eu: Agora eu tenho 28 anos.
Carlos: 28 é um número perfeito.
Eu: Perfeito pra que?
Carlos: Não, é matematicamente perfeito. A soma de todos os seus divisores é igual ao próprio número. 28 = 1+2+4+7+14
Eu: Ah :)
Espero que isso não signifique que eu tenha que ser perfeita o tempo todo agora, até o próximo dia 13 de Abril. Too much pressure! Mas adiciona a conversa acima à lista de motivos pelos quais casei com ele.
Tuesday, February 10, 2009
Saudade é uma coisa estranha.
Eu não acho que eu sinto mais saudades porque estou longe da meu país e minha cidade. Acho que minha saudade é mais obvia que a saudade de outros, mas todo mundo sente falta de algo, ou de muito. Acredito que temos que olhar pra frente, e não para traz. O que está feito não tem como ser mudado, mas refletir sobre o passado é importante. De certa maneira sinto falta de cada lugar que moramos, e foram muitos, cada momento junto com minha família. Tenho saudades até dos momentos que eu não estava lá. Sinto saudades do agora, de certo modo, pois sei que a vida muda e vira, e que o que é pode não ser no futuro.
Vi um documentário uma vez sobre memória que comparava lembranças com balões de festa. Uma coisa simples pode puxar a corda de um balão, e aquele balão pode estar conectado a outros, e no fim um monte de coisas vem a mente.
Hoje aconteceu isso comigo, eu vi uma foto de um tapete de crochet em um banheiro na casa de uma brasileira . A foto do chão do banheiro me fez lembrar a sensação de pisar em azuleijo gelado, e o cheiro de banheiro que foi limpo com pinho-sol e muita água. Lembrei como a voz ecoa dentro de um banheiro no Brasil, pois todas as paredes são de azuleijo. Banheiro no Brasil é iluminado e arejado, pois todos têm janelas que normalmente são deixadas abertas para ventilação. Senti o ar gelado que encosta na pele quando se sai do chuveiro quente. Cada lembrança do passado, cada sensação, dura por alguns segundos.
Não estou dizendo que banheiros são horríveis aqui. A ventilação é feita por um exaustor, e são geralmente aquecidos, o que os fazem sempre quentinhos e secos. Mas mesmo assim não é exatamente a falta, mas uma lembrança melancólica de banheiros no Brasil. Na verdade nunca tinha pensado sobre o assunto, foi aquela foto, naquele momento, e tudo veio à mente.
Vi um documentário uma vez sobre memória que comparava lembranças com balões de festa. Uma coisa simples pode puxar a corda de um balão, e aquele balão pode estar conectado a outros, e no fim um monte de coisas vem a mente.
Hoje aconteceu isso comigo, eu vi uma foto de um tapete de crochet em um banheiro na casa de uma brasileira . A foto do chão do banheiro me fez lembrar a sensação de pisar em azuleijo gelado, e o cheiro de banheiro que foi limpo com pinho-sol e muita água. Lembrei como a voz ecoa dentro de um banheiro no Brasil, pois todas as paredes são de azuleijo. Banheiro no Brasil é iluminado e arejado, pois todos têm janelas que normalmente são deixadas abertas para ventilação. Senti o ar gelado que encosta na pele quando se sai do chuveiro quente. Cada lembrança do passado, cada sensação, dura por alguns segundos.
Não estou dizendo que banheiros são horríveis aqui. A ventilação é feita por um exaustor, e são geralmente aquecidos, o que os fazem sempre quentinhos e secos. Mas mesmo assim não é exatamente a falta, mas uma lembrança melancólica de banheiros no Brasil. Na verdade nunca tinha pensado sobre o assunto, foi aquela foto, naquele momento, e tudo veio à mente.
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