Sunday, May 22, 2005

Sexta Feira 13 em São Francisco

Agora tenho as fotos, posso ilustrar a história :)

Na sexta decidimos que íamos entregar o carro na locadora e pegar transporte público. Acordamos cedo, e fomos pra Oakland. Depois de entregar o carro pegamos o bart. Demoramos um tempo para entender como comprar nossa passagem, mas não muito! Tem umas maquinas como se fossem caixas eletronicos; tu escolhe quantos tiquetes e que valor vai em cada um e a maquina imprime-os para ti. Para saber o valor da tua viagem tu usa uma tabela. De Oakland pra São Francisco é um valor X (não lembro quanto), e de São Francisco para Pleasanton (que fica perto de Livermore) é um valor Y. Então cada tiquete tinha que ter o valor X+Y. Depois funciona como qualquer outro metro (pelo menos eu acho, os unicos que eu tinha andado antes foram o de Porto Alegre e do Rio de Janeiro). O interessantes do bart é que ele vai muito rápido e passa por debaixo da água (mas precisamente da San Francisco Bay). Dá para sentir a pressão nos ouvidos, bem forte.

Chegamos em São Francisco e, como eu tinha lido no nosso guia, estava frio. Fazia muito tempo que não andava em uma cidade grande, com pessoas na rua. Aqui em Salt Lake as pessoas não caminham na rua, todo mundo tem carro. Mas ontem na verdade havia muita gente na rua, mas era sábado (dia de passear com a família) e o dia estava muito bonito. Bom, voltando para São Francisco...fomos até o centro de informações a turista. Compramos um mapa e um passe para usar qualquer sistema de transporte publico em São Francisco e depois fomos pegar o famoso Cable Car. Enquanto esperavamos na fila com um monte de turistas, duas mulheres estavam fazendo publicidade das barras de chocolate aMazing (m&m's). Ganhamos quatro barras de graça! Adoro São Francisco! Notem que não eram como geralmente é no Brasil, que fazem uma versão menor do chocolate para dar como amostra grátis. Estas eram as barras de verdade.

Pegamos o Cable Car que precisavamos para ir para a Lombard Street (rua mais "torta" ou "curva" do mundo). Muito engraçado porque o "motorista" do nosso Cable Car era um cara super musculoso e com cara de malvado, mas ele não era tão malvado quanto parecia. No final das contas ele tinha que empurrar o Cable Car no fim da linha para trocá-lo de sentido, e gritar com os turistas que queriam fazer coisas idiotas. Mas o passeio foi muito divertido.


Carlos na Lombart Street



Eu na Lombart Street



Lombart Street



Carlos e eu caminhando


Depois descemos até o Fisherman's Wharf (Cais do Pescador). Cheiro de praia, que não sentia há muuuuuito tempo.


Carlos no Fisherman's Wharf



Eu, em algum lugar nos Piers


Fomos para casa depois de caminhar muito pelos piers, ver vários animais mortos (frutos do mar) e vivos (gaivotas, leões marinhos); um submarino, que eu reclamei que tinha uma vassoura velha no topo, mas depois aprendi que era de propósito; um museu com maquinas que antigamente divertiam as pessoas, como aquela que aparece naquele filme com o Tom Hanks "Quero ser Grande".

Chegando em Livermore nos encontramos com o pessoal daqui de Utah que também vai trabalhar no LLNL. Jantamos com o Huy, o Steve e a esposa em um restaurante indiano bem gostoso e depois comemos sorvete de sobremesa na casa do Steve e da Kristi. Foi um dia bem divertido.

Tuesday, May 17, 2005

Quinta Passada

Bom, não tenho fotos mas posso contar o que fizemos nos quatro dias que passei com o Carlos na California.

A Bethany nos deu carona para o aeroporto de Salt Lake City e pegamos o avião sem problemas. Chegamos em Oakland perto da uma da tarde e nossa primeira reação foi "Isso é California?", mas depois descobrimos que Oakland não é uma cidade muito bonita mesmo. Pegamos o shuttle para o lugar onde se alugava carro, mas no final acabou saindo mais caro porque eles cobram uma taxa por dia se o motorista é menor que 25 anos. Tudo bem. Dirigimos até Livermore, sem nos perder! Google maps nos ajudou. Estradas lotadas, o que aparentemente é o normal a qualquer hora do dia ou da noite. Chegamos em Livermore e as direções que o google maps estava nos dando não fazia sentido. Não conseguíamos achar a rua que deveríamos dobrar. Mas achamos o centro de informações a turistas, depois de tentar entender as mãos das ruas, já que a avenida principal do centro de Livermore estava em obras. Com o mapa na mão fomos conhecer Livermore, que não é muito grande mas é bem agradável. Bem cidade americana do interior, mas diferente de Salt Lake City. Para começar nos supermercados têm uns três corredores de vinhos e outras bebidas alcoolicas (Inclusive vinho Almaden, vendido em uma caixa, sem garrafa mesmo. Dentro da caixa tem uma especie de embalagem de aluminio que segura o vinho.) O Carlos disse que os vinhos estavam super baratos, o que eu não saberia dizer.

Aqui em Utah não se pode vender em supermercado bebidas com teor alcoolico alto, o máximo que se encontra são umas cervejas. Aqui também as revistas que aparecem umas mulheres de biquini na capa são tapadas, para não expor as crianças a esse "tipo" de imagem. Até tirinha do Dilbert é censurada no Salt Lake Tribune (no ultimo quadrinho da tirinha de hoje aparece a seguinte mensagem: "The hilarious conclusion to this comic has been deemed offensive. If you must know how it ends, go to dilbert.com")

O Carlos descreveu a paisagem de Livermore como sendo "protetor default do windows" (aqueles com as montanhas e o céuuazul). O que é realmente verdade. O Steve nos disse que no verão passado, nos três meses que ele passou lá ele não viu um dia nublado. Também há em Livermore diversas Vinícolas, que passamos pela frente mas não entramos. Depois de passear um pouco pela cidade, fomos até a casa onde o Carlos está alugando um quarto. Bem direitinho o lugar. Fizemos também compras no supermercado para ter algo para comer, e coisas essenciais como shampoo para o Carlos.

Nosso último programa na quinta feira foi ir para Tracy. Transito movimentado de novo, mas desta vez na beira da estrada uns moinhos de vento gigantes pareciam abanar para a gente, cada um no seu próprio ritmo (aprendi na escola sobre energia eolica, mas nunca tinha visto uma estação). Com o pôr do sol junto ficou uma paisagem muito bonita. Pena que a bateria da nossa camera tinha acabado...temos que comprar baterias reservas.

Monday, May 16, 2005

De volta

Hoje acordamos muito cedo porque meu vôo era as 6:20 da manhã. Fila do security check point gigante, mas tudo bem. Consegui chegar antes do embarque, que na verdade nunca aconteceu. Primeiro anunciaram que o piloto estava checando um problema técnico e depois disseram que o vôo estava atrasado por tempo indeterminado. Acontece que o "problema técnico" era uma falha mecânica que impossibilitava o avião de decolar e em Oakland não tem equipe de manutenção da Delta, então a equipe e a peça necessária tinham que voar do aeroporto de Salt Lake para o de Oakland.

Então pediram para que a gente voltasse para o balcão de check-in para agendar outro vôo. E eu, como aprendi com minha mãe, fui rapidinho para o balcão. As pessoas na minha frente na fila (que também se ligaram e foram rapidinho) estavam agendando passagens saindo do aeroporto de São Francisco. Um shuttle ia levar elas de Oakland para São Francisco (as 7 da manhã! hora que muita gente vai para o trabalho). A esperança era de chegar a tempo no aeroporto de SFO. Não sei o que aconteceu com elas, mas eu não estava disposta a pegar tráfego pessado com a incerteza de conseguir embarcar. Preferi ficar em standby para um vôo das 9:40 e confirmada para um vôo as 1:40. Entrei na gigante fila do security check point de novo e fui para o portão de embarque. Quando estava esperando umas 15 pessoas do mesmo võo cancelado apareceram, na esperança de conseguir um lugar no avião. E 9:15 o primeiro nome a ser chamado? Scheidegger. O que foi estranho por duas coisas: primeiro porque pronunciaram errado, mas mesmo assim consegui entender o que o carinha estava dizendo; segundo porque foi a primeira vez que alguém me chama publicamento usando este nome. Estranho. (Ou deveria dizer, "diferente" como a Ale sempre me diz para dizer).

O avião era muito pequeno; o menor que já peguei. Balançou um pouco - o suficiente para me deixar um pouco enjoada. Mas cheguei safe and sound.

Agora estou em Salt Lake City e o Carlos em Livermore. Hoje ele foi para os labs as 8:30 da manhã para se registrar como funcionário e assinar todas as milhares de coisas que tem que assinar para trabalhar para o governo americano. Mas pelo menos desta vez que ele está eu posso falar o quanto eu quiser com ele por telefone, já que ele tem um celular da mesma operadora que o meu.

Eu sei que eu deveria falar de como foi a viagem sobre estes últimos 4 dias, e colocar fotos. As fotos ficaram lá em Livermore com o Carlos. Ele tem acesso em casa só a internet discada, e não pode utilizar o computador do trabalho para nada pessoal. Ele ficou de gravar um cd para mim e me mandar por correio. Mas mesmo assim nos próximos posts eu vou comentar sobre Livermore, Tracy, San Francisco, Oakland, Muir Woods, Pleasanton, Berkeley e mais outras coisas :)

Tuesday, May 10, 2005

Mudança de Planos

Como tinha falado no post anterior, planejavamos ir de carro até Califórnia. Hoje deu no noticiário que a estrada que íamos pegar está com alerta de alagamento, então mudamos nossos planos e vamos de avião. Teremos muito mais tempo para passear lá, e a viagem vai ser menos cansativa. Nossa road trip fica para outra hora.

Monday, May 09, 2005

Be sure to wear some flowers in your hair...

Hoje o Carlos terminou as últimas coisas que ele tinha que fazer para a universidade, e estamos vendo tudo que tem que ser visto para nossa viagem para a California. Vou com ele na quinta de carro e volto na segunda de avião, porque tenho que ir no Internexus. Vimos no fim de semana onde o Carlos vai ficar em Livermore, que por coincidência é o mesmo lugar que o Sinésio (brasileiro que trabalhou com o Cláudio aqui ano passado) ficou quando ele trabalhou em Livermore. A idéia inicial era passar por Las Vegas na ida, mas daí em vez de 10 seriam 15 horas de viagem. De repente passamos em Las Vegas na volta.

Compramos neste fim de semana também um guia do norte de California. Tem um passeio muito legal de bicicleta pelo Wine Country (Napa, Sonoma), mas acho que não faremos este passeio nesta semana. Irei visitar o Carlos algumas vezes durante o verão (o Internexus tem umas férias no verão também), então vai dar para programar uns passeios bem interessantes. Mas tem muita coisa em San Francisco para se ver neste fim de semana :)


Nosso Itinerário

Monday, May 02, 2005

+ de 4 meses

No último sábado fez 4 meses que moramos aqui em Salt Lake City. E o semestre do Carlos está quase acabando; ele tem uma prova amanhã, dois temas para entregar, e provas dos alunos da cadeira que ele foi TA para corrigir. Na sexta teve o TGIF (thanks God is Friday) barbecue que ocorre na última sexta feira de cada semestre. Começou as quatro da tarde, e além de promover a reunião dos professores e alunos da pós-graduação (e familiares), é também quando muda a comissão do corpo discente de pós graduação e são anunciados os melhores professor e TA do semestre. Um tal de Raveej foi escolhido melhor Professor e o Carlos foi escolhido melhor TA. O Cláudio indicou o Carlos para melhor TA, e não sabemos bem como, mas dentre os TAs indicados (que também não sabemos quantos foram) o Carlos foi escolhido pelos alunos como melhor TA. Mas na verdade ele não recebeu nada mais do que os aplausos das pessoas. O carinha que estava fazendo os anúncios disse que o Carlos um dia ia receber uma placa e um cheque, mas não sabemos se ele estava falando sério ou não. Mas tinha um bolo, com o nome do Carlos e do Raveej.


Bolo do Rajeev e do Carlos



Professor Rajeev e Carlos



Carlos recebendo o "prêmio"



Carlos e Cláudio


Outras fotos do churrasco estão no site da universidade.

Nestes quatro meses o Carlos não tinha cortado o cabelo. Daí sábado a gente estava caminhando pela vizinhança quando vimos um salão que não era caro, U$ 11.50 + tip. Eu gostei bastante do corte dele, e ele achou muito curto na frente como ele sempre acha toda a vez que ele corta o cabelo. Ontem fomos jantar em um restaurante aqui pertinho de casa. É um restaurante aqui de Utah, que serve hamburguers, batata frita e outras coisas do tipo. A comida é bem boa, mas a diferença esta na maneira como se faz o pedido. Tem um telefone do lado de cada mesa, e não tem garçons. Quando você está pronto para fazer o pedido, você pega o telefone e fala com uma pessoa direto lá na cozinha. Quando o pedido fica pronto o telefone toca e você pega o pedido lá no balcão. E assim aos poucos ficamos conhecendo os restaurantes que tem por aqui...


Carlos fazendo o nosso pedido no Training Table